Monte da Lua

E mais uma vez volto para falar do Monte da Lua....
O Poço! O Fantástico Poço!
São 9 andares impressionantes....
É o sítio onde se morre! É o sítio onde se renasce novamente!
É o meu encantamento...
É um lugar único para o qual não consigo encontrar palavras...apaixonei-me pelo Monte da Lua desde a primeira vez que lá estive ainda com pouco mais de 6 anos de idade...É o fascínio irredutível....
Esta semana a visita a Sintra ou ao Monte da Lua ficou-se pelos arredores...S.Domingos de Rana, Abobada, Cascais, Parede...mas sempre com a Serra ao alcance de um olhar.... o trabalho era muito e o tempo disponível nenhum...
A Serra estava coberta pelo seu habitual manto de nuvens de fim de tarde que pousa aconchegadamente contra o fantástico arvoredo da 8ª maravilha do Mundo, aliás, quem sabe se não a 1ª....
Desta vez não tinha a máquina fotográfica comigo....com muita pena, pois as fotos iriam ficar engraçadas com o azul das nuvens. Também tinha dado jeito para fotografar o USS Entreprise, o porta-aviões que estava atracado em pleno Tejo em frente ao Alto de Algés... um barco fantástico que alberga 368 aviões...nunca tinha visto nenhum porta-aviões tão grande...sem dúvida que fez falta a máquina fotográfica....
E fez falta o tempo para ir à Periquita comer uma queijadinha de Sintra.....
E na realidade....fez falta o tempo para como sempre ir dar uma espreitadela à Regaleira e ao mundo fantástico e esotérico que encontramos de cada vez que girámos aquela porta de pedra giratória que nos leva aos 30 metros de profundidade para o interior da Terra...que nos leva a uma realidade diferente....que nos leva ao nosso inconsciente....
«Em Sintra perde-se a atenção a tudo o mais. A Serra agarrava-nos no olhar e deixava-nos num êxtase sempre novo.....(...) à minha frente, a Serra não me deixava ver mais nada. A minha Serra da Lua. Serra de todas as variantes do verde. Cascatas de verde tecendo um tapete de sombras e magia. Nunca me entregara a nenhuma paisagem (...) como a Sintra. Não era original o meu pecado. Aquela era a Serra que tinha encantado Lord Byron, H.C Andersen ou Fernando Pessoa, e que não deixava de me entontecer e reacender a centelha do poeta que eu trazia eternamente adiado dentro de mim...
Sintra, a princesa envolta nos arvoredos, a dama impenetrável dos mil encantos, que se vai enrolando por entre os penhascos guardadores de segredos....(...) sabíamos da existência de múltiplas cerimónias de feitiçaria e ocultismo ocorridas em determinados sítios da Serra. Estrangeiros vinham de longe atraídos pela fama de alguns locais míticos, como o Monte do Sol ou o Monte da Lua, o Adros Luna, recinto de pedras, perto do Convento dos Capuchos, célebre desde o tempo dos Celtas e que, segundo reza a tradição, era o palco privilegiado dos adoradores da Lua....
Sem razão aparente, via-me com frequência a caminho de Sintra. Como que chamado às minhas origens. E Monserrate, Seteais, Regaleira, tudo me era familiar, mesmo quando ali chegava pela primeira vez. No Monte da Lua sentia-me em casa.»
Neste extracto de texto escrito por vários autores está explicado tudo o que sinto em relação a Sintra

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