Sunday, January 28, 2007

Tholos do Monge



É sábado à noite e o cenário é o Tholos do Monge, na Serra de Sintra.

Uma encruzilhada discreta e isolada, emoldurada por um altar de pedras e adornada com uma cruz. Longe dos principais trilhos, o local é perfeito para a realização de um ritual satânico. Pelo meio do ritual, os participantes lêem da Bíblia Satânica algumas declarações em linguagem Enochian, um dialecto desenvolvido por John Dee e Edward Kelley, astrónomos da corte inglesa no século XVI e que, desde então, tem sido utilizado em vários rituais de magia branca e negra. Segundo os autores, era esta a linguagem dos anjos.

A Serra de Sintra tem uma energia muito mágica e um misticismo forte.

No caminho para o Tholos do Monge, ainda antes de chegar ao Convento dos Capuchos, um grafite vermelho lança o aviso aos viajantes: «Voltem para trás, senão…»

Ainda assim, a floresta insinua uma aparente calma que torna impossível adivinhar se alguém invoca as forças ocultas por entre o arvoredo…Os guardas florestais, no entanto, continuam a encontrar os despojos do costume. Velas consumidas, restos de animais, pedras dispostas em pentagrama, o símbolo do bode que os egípcios ligaram à ideia de fertililidade e que foi resgatado por LaVey como ícone satânico. Quando a noite ameaça cair, e com ela, chegarão também os cavaleiros das trevas….é hora de largar a montanha e deixá-la esconder os seus segredos…..»

In NM Fev/2005

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