Sunday, October 29, 2006






INESQUECÍVEL...Não pelo jogo em si, não pelo resultado, não pela má educação de alguns dirigentes.....mas pelo espectáculo e emoção..... FOI FENOMENAL....estes espectáculos só podem mesmo acontecer em grandes palcos como o ESTÁDIO DO DRAGÃO...a noite foi fenomenal....
Parabéns ao público do Norte e principalmente aos associados do FCPorto pelo espectáculo que proporcionaram nas bancadas....
O PORTO ESTÁ NA RUA!!!!!!!!
28.10.2006



Hoje (25.10.2006) Lisboa ao acordar pareceu-me mais sorridente, com mais luz...(apesar do terrível temporal que assolou a tarde e noite de ontem)

Os nossos olhos vêem aquilo que querem ver e hoje Lisboa sorri do alto das suas 7 colinas...

O Cristo Rei no alto de Almada com os seus abraços abertos parecer querer abraçar os visitantes que estão de passagem...

Hoje Lisboa sorri...

Apesar do mar saltar na marginal, de haver tampas de saneamento levantadas pelas enxurradas, poças enormes de lama nas estradas, ventos fortíssimos que não permitiam circular a mais de 50km nas duas pontes (Vasco Gama e 25 Abril), chuvas torrenciais, nevoeiro.....e até minis trombas de água....

Depois da tempestade vem a bonança e hoje Lisboa sorri

A Adega das Gravatas...

Ontem (24.10.2006) jantei num Restaurante típico giríssimo em Lisboa...
Fica em Carnide - Benfica, relativamente perto do Colégio Militar, numa rua de calçada típica de Lisboa e chama-se Adega das Gravatas porque toda a decoração é feita à base de gravatas que os clientes (famosos e não tão famosos) vão deixando aquando das visitas penduradas pelo restaurante...
Os funcionários são todos muito simpáticos e a minha carregada pronúncia nortenha foi a vedeta de serviço....sempre no bom sentido, claro, porque bem lá no fundo, a malta de Lisboa é apaixonada pela pronúncia do Norte.....

Mais uma vez, em Lisboa, como me tem vindo a acontecer frequentemente, ouvi um elogio à minha típica pronúncia nortenha pelos funcionários da Adega das Gravatas que por sinal, gostam imenso de viajar ao Norte.

Aconselho vivamente quem puder a passar por lá. A comida é óptima, o espaço muito bonito e típico cheio de gravatas e os funcionarios muito agradáveis.

E mais uma vez, a Menina do Norte teve uma excelente noite na capital!

Obrigada Lisboa!

PINTAR O CÉU EM TONS DE AZUL......






«Ai eu já pensei
mandar pintar o céu
Em tons de azul
Para ser original
Mas só depois notei que azul já ele era
Houve alguém que teve ideia igual
Eu não sei se hei-de fugir ou morder o anzol
Já não há nada de novo aqui debaixo do Sol

Já me persegui por becos e ruelas de horror
Caminhos sem saída
Até que me perdi sozinha sem saber
De que cor pintar a minha vida
Eu não sei se hei-de fugir ou morder o anzol
Já não há nada de novo aqui debaixo do sol»
Radio Macau....

Eu também tinha mandado pintar o ceu em tons de azul.....mas nem sempre é como nós queremos....não foi azul nas tempestades durante a última semana....na zona sul do País...

Mas mesmo assim, a beleza do céu é sempre fantástica e proporcionou umas fotos fantásticas e um óptimo entretimento para passar o tempo na viagem do Algarve até ao Porto.....pena foi que tenha saído já tão tarde do Algarve (18h) e a partir de Álcacer Sal já não consegui tirar mais fotos...o tempo também não ajudava...já de manhã quando fui para baixo ainda tentei fazer algumas fotos mas era impossível porque a partir da zona de Beja segui a 70km/hora e com os 4 piscas ligados....há muito tempo que não via uma tempestade assim.....mas admito que apesar do cansaço (1800kms feitos nestes 2 dias), foi das viagens mais engraçadas que já fiz porque as nuvens no céu eram de tal modo que formavam figuras fantasmagóricas giríssimas.....

Foi uma viagem inesquecível.....

Sunday, October 22, 2006

Intervalo entre a vida e a morte.......

«Não pedimos para nascer e nao escolhemos quando morrer...por isso aproveitem o intervalo....»

Só às vezes quando alguém mais próximo desaparece é que percebemos que este intervalo por vezes pode ser muito curto....e que na realidade mesmo não estando doentes, nunca saberemos quanto tempo vai durar....o período que está entre a vida e a morte...

Força aqueles que precisam hoje muito dela!!!
E manter a esperança e acreditar que no fundo as injustiças da vida não têm justificação possível...
A morte vem e leva aquilo que mais prezamos mas a vida continua....é preciso ACREDITAR!

Friday, October 20, 2006

O Adamastor


O Mostrengo

O mostrengo que está no fundo do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: "Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?
" E o homem do leme disse, tremendo:
"El-Rei D. João Segundo!"
"De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?
" Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
"Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?"
E o homem do leme tremeu, e disse:
"El-Rei D. João Segundo!"
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
"Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!"

in Mensagem Parte II - Mar Português

É verdade Adamastor?
Passar por ti era uma prova de fogo...ainda hoje é .....
Acho que agora estás mais perto....não em África....mas aqui bem perto na praia do Abano (Guincho) no Parque Natural da Serra de Sintra....
Encontrei-te um dia destes ao pôr do sol! Por coincidência, ou não, era dia de Portugal...
Não te achei assustador como diziam os navegadores portugueses...talvez sejas apenas uma réplica do grande Adamastor....talvez sejas apenas uma imagem....talvez tenhas sido naquele dia a minha imaginação....talvez não sejas gigante....talvez não sejas o Adamastor...mas a tua imagem, tal como marcou as memórias dos navegadores ....vai marcar a minha memória...e a minha alma.... E AS IMPRESSOES NA ALMA SAO IMPOSSIVEIS DE APAGAR

Alma...impressões quase digitais!


«Não existe o esquecimento total: as pegadas impressas na alma são indestrutíveis»
(Thomas De Quincey)

É verdade ... às vezes fugimos e pensamos que por não falar, por não procurarmos, por não irmos ao encontro estamos a conseguir esquecer...mas não é assim...quando está escrito na alma....não há forma de apagar...e por muito que disfarcemos...estamos apenas a fingir....porque a alma pode não pensar mas dá as coordenadas à nossa cabeça sobre os nossos pensamentos...e lá vamos nós tentando disfarçar as emoções e acreditando que vamos esquecer....

Mas a alma não deixa esquecer aquilo que não nos sai da cabeça.....

Foi realmente feitiço.....


»Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite
me guia de dia e seduz

Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
ter o céu como fundo
ir ao fim do mundo e voltar

Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço! O que é que me deu?
para gostar tanto assim de alguém como tu

Eu gostava que olhasses para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo um olhar em segredo
Só para eu te abraçar

O primeiro impulso, é sempre mais justo
É mais verdadeiro.

E o primeiro susto, dá voltas e voltas
Na volta redonda de um beijo profundo mais verdadeiro

André Sardet...Foi feitiço

Tenho ouvido constantemente esta música no rádio mas hoje no trânsito prestei mais atenção à letra...é engraçada....tem significado....foi feitiço....

É interessante como tentamos sempre tirar significado e aplicar à nossa vida as letras das músicas...hoje fiz isso ao ouvir esta música....e já a tinha ouvido tantas vezes!!

Porque nos emocionámos ao ouvirmos uma música?...porque rimos?...porque choramos?...A música mexe com os nossos sentidos e faz-nos sonhar...sonhar com um mundo melhor, acreditar que os nossos sonhos se podem realizar....

Realmente não sei como me aconteceu...foi feitiço....o que é que me deu???? Só hoje, depois de ouvir o André Sardet é que pensei nisto.... e é verdade....não sei como me aconteceu mas foi de certeza feitiço....

Thursday, October 19, 2006

Síndroma de Ambras


«Supatra tem uma das doenças mais raras do mundo: a síndroma de Ambras ou excesso de pêlos no corpo. Ela diz que se diverte a pregar sustos aos amigos, mas os pais e os médicos estão preocupados - quando ela crescer, vai ser pior...

A penugem de Supatra Sasuphan de 6 anos transformou-a numa heroína na Tailândia. A forma natural como a menina lida com a doença - a sindrome de Ambras, caracterizada pelo excesso de pêlos no corpo fascina os médicos e a comunicação social.

No ano passado, a menina recebeu tratamentos a laser para remover os pêlos que lhe cobrem o rosto, mas meses depois estes voltaram a crescer.

Os primeiros resultados do ADN analisado na Australia não revelaram nenhuma anomalia na paciente. Os cientistas esperam encontrar agora a chave da doença, estudando mais exaustivamente os diferentes genes - acreditam que o problema está no cromossoma 8.

A probabilidade de alguém sofrer da síndrome de Ambras é ínfima: apenas um em cada dez milhões de bebés corre riscos.»

IN SABADO Nº128

Realmente ao olhar para isto dá que pensar que somos muito sortudos!!
Mas no entanto, há uma lição de vida a tirar...a Supatra mostra que mesmo com o sofrimento que deve sentir por ser diferente dos outros meninos, consegue tirar algum proveito da sua condição....diverte-se a assustar os amiguinhos!

É o que temos de fazer....olhar as adversidades da vida e aproveitar o que pudermos daí e dar a volta por cima sempre em prol da nossa felicidade!

Espero que para o teu problema de saúde seja rapidamente encontrada uma solução para continuares a seres feliz e a divertir-te, não devido à Sindroma de Ambras, mas por todas as boas razões que a vida nos dá para ser feliz, SUPATRA!

Wednesday, October 18, 2006

As nossas escolhas


«O que fazer quando somos invadidos por uma sensação de incapacidade de lidar com os acontecimentos? Como actuar quando nos vemos atados por compromissos - afectivos, familiares, laborais - que já não nos satisfazem?

Como superar os nossos complexos de culpa e a nossa insegurança?

O que é que nos impede de fazer aquilo que mais desejamos e, por outro lado, o que é que nos leva a aceitar aquilo que nos desagrada?

Você pode sofrer de uma doença social, um mal que não desaparece com uma simples injecção. Muito possivelmente, contraiu a bactéria da auto-estima e a única cura conhecida para esse mal é uma dose maciça de auto-estima. Mas talvez você, tal como muitos de nós na nossa sociedade, tenha crescido habituado à ideia de que gostar de si é errado. Pense nos outros, diz-nos a sociedade...

Você aprendeu, em criança, que gostar de si, algo que via como uma coisa natural na altura, era quase equivalente a ser egoista ou convencido. Aprendeu a pôr os outros à sua frente, a pensar nos outros em primeiro lugar, pois isso demonstrava que era uma "boa pessoa". Aprendeu a auto-anular-se e foram-lhe transmitidas instruções tais como a partilha...A insegurança sobre si próprio está no auge...

Olhe por cima do seu ombro e encontrará um companheiro de todas as horas!!

Os sentimentos não são meras emoções que lhe acontecem mas sim reacções que você decide ter. Se você tomar as rédeas das suas emoções não precisa de escolher reacções auto-destrutivas. Quando se aperceber de que pode sentir aquilo que quiser sentir estará a caminho da "inteligência"...este será um caminho inédito pois passará a encarar uma dada emoção, não como uma característica humana, mas como uma escolha.

É ESTA A CHAVE, A ESSÊNCIA DA LIBERDADE PESSOAL»

Dr. Wayne W. Dyer

Sunday, October 15, 2006

Humanidade



"O que mais te surpreende na HUMANIDADE?? OS HOMENS.
Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperarem a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro, e vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido!"

O voo dos falcões


«Voar
Passamos uma vida presos, qual pássaros em suas gaiolas!
Medo de amar, de olhar a vida de frente...
E naquele pequeno espaço, cantamos nossas dores e sonhos!
Muitas vezes, as portas de nossas gaiolas se abrem...
Mas permanecemos alí, acostumados, encolhidos as nossas vontades e sonhos!
Não tenham dúvidas amigos, à primeira oportunidade, devem alçar o vôo dos falcões, calmo, confiante, determinado!
Amem sem medo, brinquem um pouco com a vida !
Não tenham medo dos rochedos e sobre eles, estendam a suas asas corajosas de falcões!
soltem-se ao vento, e deixem-no , levá-los ao sonho!
Como o Condor,
tente ver as pequeninas coisas a sua volta e saber apreciá-las, dando um sentido novo a sua vida !
Não sejam passarinhos de gaiola, mas, Falcões e Condores do céu !
A cada dia existe uma renovação constante, e nunca um será como o outro...
Não há dores eternas, lágrimas eternas, perdas eternas!
Há sorrisos , esperando-lhes, dias de sol, o abraço dos amigos, dos filhos e tantos sonhos lindos!
Um amor lhe espera, para com vocês, voar, voar ...
Porque a vida é um recomeçar diário de um vôo!
E gaiolas não foram feitas para pássaros...
Tão pouco para Falcões!»

Sejam Condores e Falcões....e levantem voo porque realmente a vida é um recomeçar diario de um voo....e todos os dias há um recomeço diferente....e uma forma também diferente de voar...e também uma forma diferente de encarar as lágrimas e os sorrisos...e às vezes as gaiolas em que nos encontramos encerrados e que nao conseguimos abrir...é tudo uma questão de recomeçar todos os dias....é essa, se calhar, a chave para o voo dos falcões e dos condores...

«E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.

Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.

Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.

Não perdi nada, apenas a ilusao de que tudo podia ser meu para sempre»

Thursday, October 12, 2006

One moment in time


Each day I live
I want to be a day to give the best of me
I'm only one, but not alone
My finest day is yet unknown
I broke my heart for ev'ry gain
To taste the sweet, I face the pain
I rise and fall, yet through it all this much remains
I want
One moment in time
When I'm more than I thought I could be
When all of my dreams are a heart beat away
And the answers are all up to me
Give me one moment in time
When I'm racing with destiny
Then in that one moment of time
I will feel, I will feel eternity
I lived to be the very best
I want it all, no time for less
I've laid the plans
Now lay the chance here in my hands
Give me
You're a winner for a lifetime
If you seize that one moment in time
Make it shine
Give me
I will be, I will be free
-----------------------
There can be miracles
When you believe
Though hope is frail
Its hard to kill
Who knows what miracles
You can achieve
When you believe somehow you will
You will when you believe
----------------------------
Didn't we almost have it all
When love was all we had worth giving
The ride with you was worth the fall my friend
Loving you makes life worth living
Didn't we almost have it all
The nights we held on till the morning
You know you'll never love that way again

Wednesday, October 11, 2006

IC 19 Lisboa-Sintra e Sintra-Lisboa....


IC19......com quatro letrinhas apenas (como diria o Hermam José) se escreve a palavra terrível...Não há palavras para descrever....

Ontem 1 hora lá parada...obras, acidente...ou talvez como me disseram há sempre qualquer coisa...é sempre assim...é inacreditável como não conseguem arranjar uma solução para o problema. É considerada pela malta de Lisboa a estrada maldita! e isto foi fora de hora de ponta crítica...já eram 9horas. Enfim e hoje....para fugir ao IC19 e fazer a ligação, aí sim, em plena hora de ponta (8h da manhã), entre o Estoril e Camarate, toca a seguir pela A5 (uma vez que a marginal também está sempre entupida e o acesso a Camarate não é o mais simples)...e mais uma vez...Incrível...ao fim de uma hora ainda estava junto à curva do estádio do Jamor.....É impressionante as horas que são perdidas no trânsito em Lisboa....e ao fim de cerca de duas horas depois de sair do Estoril...lá estava eu a chegar a Camarate...ainda com paragens no viaduto Duarte Pacheco, no Eixo Norte-Sul...e na queridíssima 2ª circular....
E depois de um longo dia de trabalho a circular entre Camarate, Parque das Nações, Seixal, S. Domingos de Rana, Abobada e Estoril...o regresso ao IC 19.....e lá estou em outra vez parada na descida da Ribeira da Lage e mais adiante nos acessos ao Cacém e a Paço d'Arcos....no para arranca (2 metros de cada vez).... e com 330kms para fazer ainda até ao Norte....

Mas bem lá no fundo...acho que já me começo a habituar...é uma questão de tempo...ha que apreciar o que tem de bom....realmente na curva do estadio a vista é fantastica sobre o vale do Jamor.....e a vista sobre Sintra (o castelo dos mouros e o Palácio da Pena é também fabulosa)...

Seria o IC19 .... a famosa estrada de Sintra que falava o Álvaro de Campos??? (heterónimo de Pessoa)...se calhar....e mais uma vez lá vou eu na Estrada de Sintra...mas desta vez não ao volante do meu Chevrolet mas do C3, e sempre com Lisboa para trás mas ....pela famosa estrada de Sintra

E em breve e continuando pelo mesmo caminho vou conseguir saber exactamente onde estão as placas de sinalização, os buracos, as juntas de dilatação, os rails amachucados...e sei lá...a cor da vegetação, as plantas que ladeiam a estrada...tantas horas a tentar não stressar nas famosas estradas de Sintra (IC19 e A5)

Até sexta (ainda esta semana) ou se não ainda esta semana, até 5ª da próxima semana.....e entretanto, vou treinando a calma e o controlo do stress no transito da VCI.... que agora se tornou repentinamente um paraíso mesmo em plena hora de ponta!!!

Sunday, October 08, 2006


«Há um tempo de actividade e um tempo de passividade. Um tempo para fazer as coisas acontecer e um tempo para aceitar aquilo que nos acontece. Um tempo em que percebemos tudo e um tempo em que não entendemos nada. A noção de que existem estes dois tempos é fundamental para nos sentirmos mais confortáveis na vida e para nos orientar nos momentos de grande sofrimento. Aceitar o que acontece nem sempre é fácil. Sobretudo quando o que nos acontece é injusto ou assustador.»
Laurinda Alves

«Nós, as vítimas, perdemos a cabeça com elas porque os homens perdem a cabeça por elas. Não aguentamos que, sem articular palavra, elas nos dêem avanço, arrumem a um canto, matem a fome no ar. (...) E elas, sempre aí, tenazes no seu posto, a desafiar a lei da gravidade, em qualquer lado, a todo o momento, em cada esquina, nos liceus, nos balcões, nos aeroportos, nos ministérios, a crescerem e a multiplicarem-se sem tréguas. Tantas e tão impossíveis de exterminar como as ratazanas do Palácio Nacional de Mafra.(...) Consideramos a concorrência das boazonas a mais desleal, a mais injusta, a mais cobarde, a cruz mais pesada da nossa condição de mulheres. Não antevemos solução nem fim, nem conseguimos imaginar que o homem possa alguma vez criar imunidade. (...)Os homens correrão sempre para elas como os avançados atrás do esférico. Diante delas eles saltam e riem e batem palmas e babam-se e deixar cair os gelados e atiram-se das bancadas abaixo como crianças a ver golfinhos. E começamos a estar fartas (dois milhões de anos é muito tempo) de trocarem a nossa alma pelo corpo delas....»
Rita Ferro

A paixão

«Até então, o coração era uma coisa central mas escondida dentro de nós; uma função trivial exercida algures nas nossas entranhas, mas discretamente; um órgão vital para a circulação do sangue, mas também um musculo repugnante e de forma cónica que pulsa em nós e nos animais. (...) Uma eminência parda em que somos obrigados a reparar a certa altura porque nos passa a doer de um momento para o outro, lancinantemente, a ganhar existência histórica, a crescer, a arder, a cair-nos aos pés. Porque o apanhamos na garganta, a enforcar-nos a voz, porque o seguramos no peito, para evitar que deserte, porque falamos com ele nas mãos, para que creiam em nós. A partir de certa altura, o coração passa a ser uma florinha de estufa que flecte e que murcha à menor aragem, algo que não podemos ignorar porque o sentimos a toda a hora, que se impõe acima de todas as coisas como uma ferida aberta ou um sexto sentido. E, como ele, o telefone. Aquilo que parecia imprescindível apenas para dar recados, encomendar bilhas de gás, ouvir a voz dos amigos, as intrigas dos colegas ou as recomendações dos pais, passa a fenómeno de sujeição. É por isso que o telefone (antigamente as cartas) e o coração se tornam cúmplices tão rapidamente: se um toca o outro vibra, se um se cala o outro sangra. Mas não é tudo, há outro elemento essencial neste processo destruidor ou redentor: o colchão. Sim o colchão. O nosso colchão passa a ser usado não para dormir, mas para desfalecer; são as suspeitas que o telefone lança, os sobressaltos que o coração despede, que nos obrigam a usar a cama não como uma peça de mobiliário que nos retempera as forças todas as noites, mas como uma enxerga onde nos debatemos com a morte numa luta corpo-a-corpo e que só lentamente nos convalesce. O coração, o telefone e a cama: três personagens centrais desta tragédia grega a que chamamos paixão e que tanto arrasta montanhas como nos coarcta as forças.............(...)

Sofrer, duvida, esperar, definhar, soluçar e morrer uma vez por dia, tudo isso faz parte de um bom sofrimento, de uma boa agonia, de uma boa paixão.

Por outro lado, a paixão é o único estado de espírito que nos faz verdadeiramente desvalorizar a morte e esquecer tudo o resto porque o Mundo passa a ser uma só coisa: a casa onde o outro habita, a ponte que nos leva a ele, a estrada que nos ilude...»

Rita Ferro in Cronicas

Friday, October 06, 2006

Monday, October 02, 2006

A nossa alma



«Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...Isto é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...Isto é saudade!

Solidão não é retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos...Isto é equilíbrio!

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado....Isto é circunstância!

Solidão é muito mais do que isto....

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.....»

é mesmo a procura em vão...às vezes há coisas que nunca vamos encontrar....mas a vida é mesmo assim....mas é estranho quando na verdade sentimos que perdemos a nossa alma....e o nosso equilíbrio....e tentamos em vão e não somos capazes, mesmo com todo o esforço.......

Pensei sempre que era a nossa alma que não deixava o barco afundar!!!
Se calhar enganei-me...se calhar é a nossa alma que leva o barco ao fundo..........
E as curvas que nos perseguem....e as curvas que a vida dá.....quando parece que está tudo bem....e há ......que regressa a tempestade! Mais uma vez pergunto....
Porque é que a vida tem de ser feita de curvas, de tempestades e de perdas de equilíbrio?
Será que é o significado de que estamos a ficar loucos?
Aliás, como sabemos que enlouquecemos?
Se ja estamos loucos...mesmo que nos digam...não vamos entender!
Será que a nossa alma nos proteje da loucura?
Será que a nossa alma existe?
Será que a loucura não é o estado de todos nós?
Às vezes quando saio de casa de manhã e começo o dia, tenho a sensação que todos à minha volta estão loucos...será possível? Ou será a minha loucura que toma conta do meu subconsciente e me faz perder a alma???!!.......

Sunday, October 01, 2006






No words...
I love all them...
I just hope I'll come back soon...
They were all so cute....
It's easy be close to them...





Ando muito cansada....de tudo....
Tenho 12.000km feitos no carro de trabalho de Julho a Setembro com duas semanas e meia de férias pelo meio...ou seja foram 10 semanas e meia para fazer estes km....
Até quando vou aguentar...sinto-me mesmo muito cansada (e pelo meio ainda fui à Arrifana no Algarve no meu carro particular....) pensava que ia aguentar mas está a ser difícil.....
Vou sugerir à empresa uma troca de carro....? Quem sabe o cansaço não seria atenuado??....Um caso a pensar na próxima reunião..... talvez os das fotos sejam uma boa opção.....e quem sabe as viagens não ficariam a parecer menos longas e cansativas!!....